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| Arquivo da autora |
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| Arquivo da autora |
Por Isa Corgosinho
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Ela se deparou com o homem sem mãos no dia que ele adormeceu todo inchado, picado pelas abelhas, com a língua em viva carne, sangrando. Ela vinha de uma jornada gosmenta de cópulas com o leão faminto.
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Era
amor o nome daquele sentimento, ela, enfim, pensou! E o circo, que dormia
profundamente, se iluminou com a coreografia dos pirilampos, que anunciavam o
espetáculo:
A Bailarina Anã e o Rapaz Favo de Mel!
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| Arquivo da autora |
| Meu espelhinho quebrado... |
“Quando não houver saídaQuando não houver mais soluçãoAinda há de haver saídaNenhuma ideia vale uma vida".
"Recria tua vida, sempre, sempre.Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça."
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Rosangela Marquezi é professora de formação e atuação que acredita que a literatura tem o poder de modificar vidas... Graduada em Letras, Mestra em Educação e Doutora em Desenvolvimento Regional, é professora de Literatura na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Faz parte da Academia de Letras e Artes de sua cidade, Pato Branco - PR. Nas horas vagas, escreve poemas, crônicas e contos e já participou de coletâneas e antologias no Brasil e também em Portugal.
Sustância - personagem fictícia que define a escritora de crônicas que habita em mim, "a ânsia, a substância, a Sustância!" (Marquezi, 2017).
Num minicioso trabalho de recuperação histórica, a jornalista e escritora brasileira Mazé Torquato Chotil lança "Lucy Citti Ferreira: A pintora esquecida do modernismo", uma biografia que enobrece a vida e obra de uma das artistas mais talentosas e esquecidas da história da arte brasileira.
Lucy Citti Ferreira: A pintora esquecida do Modernisno, biografia de Mazé Torquato Chotil aborda a vida e a trajetória da pintora modernista, desenhista, gravadora e professora, Lucy Citti Ferreira (São Paulo, SP, 1911 – Paris, França, 2008), que marcou a história da pintura brasileira nas décadas de 1930 e 1940 e que, como tantas outras artistas mulheres, acabou esquecida. Lucy nasceu em São Paulo, mas passou a infância em Gênova, na Itália e em Le Havre, na França, onde iniciou os estudos artísticos na Escola de Belas Artes.
Lucy viveu uma história artística enfrentando inúmeros desafios, tanto no plano pessoal quanto no profissional, lutando contra dificuldades financeiras e barreiras impostas às mulheres artistas que a pesar de trabalhar incansavelmente em busca de novos caminhos foi esquecida pela história da arte. Mazé Torquato Chotil, doutora pela Universidade Paris 8 e pós-doutora pela Ehess, realizou anos de pesquisas em arquivos, entrevistas e acervos como da Pinoteca do Estado de São Paulo e Museu Lasar Segall, revelando a qualidade da produção artística de Lucy desde cedo. A pesquisa revela também que Lucy manteve contato com nomes importantes do modernismo, como Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Di Cavalcanti, entre outros.
"No Brasil, apenas a partir da Semana de Arte Moderna de 1922, as mulheres artistas passaram a ter visibilidade na arte do Brasil. Entretanto, foram esquecidas em seguida, e somente depois dos anos 70, seus lugares na história da pintura estão sendo revistos." (Mazé Torquato Chotil, pág. 282)
Segundo a jornalista e escritora Mazé Torquato Chotil, a pintora Lucy sempre defendeu o posicionamento de mulher artista, tal posicionamento contribuiu para o relativo isolamento artístico num mercado dominado por homens.
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| Arquivo da autora |
Mazé Torquato Chotil é jornalista e escritora. Nasceu em Glória de Dourados, Mato Grosso do Sul, morou em Osasco-SP e vive em Paris desde 1985. É Doutora pela Universidade Paris VIII e Pós-doutora pela Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais, a EHESS, em Paris. Tem quatorze livros publicados (cinco em francês), entre romances, biografias e ensaios, dos quais cinco em francês. Entre eles estão: Mares agitados: na periferia dos anos 1970; Na sombra do ipê; No crepúsculo da vida; Lembranças do sítio / Mon enfance dans le Mato Grosso; Lembranças da vila; Nascentes vivas para os povos Guarani, Kaiowá e Terenas; Maria d’Apparecida: negroluminosa voz e Na rota de traficantes de obras de arte. Foi editora da 00h00 (catálogo lusófono) e é fundadora e primeira presidente da UEELP – União Europeia de Escritores de Língua Portuguesa. Escreveu – e continua escrevendo – para a imprensa brasileira e sites europeus. Recebeu o Prêmio de Biografia da AILB – Academia Internacional de Literatura Brasileira, em 2022, pela obra Maria d’Apparecida.
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Bom para comer um prato
especialmente preparado,
beber aquele drinque festivo
no copo alto fino,
despejar tudo que não te faz
bem, reclamar com estilo,
fazer biquinho, caretas,
mostra raiva ou desprezo.
Bom para beijar, e beijar, e
beijar.
Bom para expressar ideias,
sentimentos, histórias e até mesmo protestos,
deixar entrar a nutrição e o
prazer,
sussurrar, deslizar, respirar
perto, e morder de leve,
saborear uma fruta fresca do
pé, um chocolate e um café,
expressar alegria, simpatia, e
conexão com outros.
Bom para viver intensamente,
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chorar,
calar,
gritar,
cantar,
declamar, falar besteira,
gemer,
e até tocar um instrumento de
sopro.
Se parar para pensar, a boca é
onde corpo, mente e emoção se encontram.
Ter boca é bom pra caramba!
DE COLHEITAS E PRIMAVERAS
Por Marta Cortezão
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| Convite da autora |
E desse lugar, de quem a lê, de quem a acompanha em
seus movimentos e produções literárias, posso dizer que sua escrita nos
descortina um caleidoscópio de importantes reflexões sobre o caótico mundo em
que vivemos, mantendo sempre os olhos postos no horizonte das utopias e das
esperanças necessárias para mudanças futuras, estas que urgem ações para a
agoridade do tempo presente, cujo ponto de partida é a leitura. Neste livro,
seguindo a linha de uma literatura de compromisso social, a autora aprofunda a
conexão com suas raízes ancestrais de forma a criar conhecimento através da
própria filosofia de vida que, não somente explique o caos do mundo, mas que nos
conscientize da importância do crescimento e transformação humanos, como se
pode ler nos seguintes trechos:
O preconceito racial não prevalecerá!
No coração do povo negro, pulsa o verbo lutar! (Resistência, p.30)
Axé é a voz da resistência!
É a voz da ancestralidade a nos
abraçar. (Voz da Resistência,
p.37)
a tua resiliência materna,
Continua acreditando na regeneração
do coração humano. (Terra-Mãe,
p.20)
Ações humanas impensadas
À natureza, causam consequências
irreversíveis.
E o ser humano prossegue egoísta e
insensível. (Reflexão
matinal, p.21)
A guerra bombardeia os corações!
A guerra é o terror das nações!
A guerra destroça vidas. (Corações Bombardeados, p.31)
Garimpam a vida dos povos indígenas.
Garimpam a história dos povos indígenas. (Sobre Viver, p.52)
Há temas onde a matéria e imagética do poema é fresca
metapoesia. A voz lírica usa o seu conhecimento sobre o fazer poético para
afirmar, neste caso anaforicamente, que a poesia é um organismo vivo, um
instrumento para a arquitetura de memórias e de novos mundos, portanto uma
ferramenta primordial que transforma a vida humana:
A poesia rememora o ontem.
A poesia narra o agora.
A poesia medita sobre o
amanhã.
A poesia é viva.
VIVA A POESIA! (A poesia vive, p.19)
CORTEZÃO, Marta. Posfácio: De Colheitas e
Primaveras. In: SILVA, Maria do Carmo. Colheitas Ancestrais &
Primaveras. Mutuípe/BA: Editora ArtPoesia, 2024.
Por Lulih Rojansk
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| Foto: Aog Lima da Rocha |
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| Foto: Aog Lima da Rocha |
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| Arquivo da autora |
Lulih Rojanski nasceu no Paraná. É descendente de imigrantes poloneses que vieram para o Brasil nas primeiras décadas do século XX e tiveram a sorte de escapar do Holocausto. Em 1984, migrou para a Amazônia e esqueceu-se do caminho de volta. Era muita estrada para esconder as migalhas de pão. Graduou-se em Letras, habilitou-se em Língua Portuguesa e Literatura. Trabalha em sala de aula há 28 anos. Há mais de 30 escreve contos e crônicas que desde o princípio foram publicados em diversas coletâneas. No Estado onde vive, o Amapá, a autora se destaca pela participação de sua obra em provas de concursos públicos e pelo alcance de sua escrita, que tem feito parte de antologias nacionais e binacionais (Brasil/Portugal). Seus primeiros livros: Lugar da Chuva (crônicas), Abilash (conto). Pérolas ao Sol (crônicas) e Gatos Pingados (contos) foram publicados pela Escrituras Editora (SP). Feras Soltas é seu primeiro romance publicado, o segundo é Amores enterrados no jardim (2025).