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terça-feira, 10 de março de 2026
PROTAGONISMO FEMININO EM FOCO
domingo, 8 de março de 2026
O DIA INTERNACIONAL DA MULHER
sexta-feira, 6 de março de 2026
UM CONTO DE SANDRA SAN'TOS
A R E V O L T A N O D E S C A R T E
POR SANDRA SAN'TOS
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─ Tem
mais alguém acordado? Sabem que lugar é esse? – falei, dirigindo-me aos
companheiros de destino incerto.
─ Eu
acho que estamos no lixo. Agora calem-se, porque alguém se aproxima. – respondeu
um objeto abaixo de mim.
Seguiram-se
sons de sacos se abrindo e caixas sendo rasgadas. Um dos visitantes, considerei
que seriam ao menos dois, assoviava um trecho de uma música desconhecida. Sim,
só poderíamos estar no lixo, pois conforme andavam, o mau cheiro também era
revirado.
─ Caramba! Quanta tralha! Só tem porcaria aqui, tô achando que é perda de tempo.
Olha isso: livro, remédio, roupas rasgadas, roupas cortadas... Quem jogou não
queria que ninguém pegasse. - O som de coisas quebrando denunciava a raiva por
não encontrarem nada de valor, ou que lhes tivesse serventia.
─ É
isso o que acontece com as coisas dos mortos amigo: vão para o lixo. Se eu
fosse tua mulher, botava você no lixo. Lugar de tranqueira é no lixo mesmo. –
riu da própria piada e completou antes que o amigo lhe respondesse com alguma
ofensa:
─ Ei, olha
só, eu achei um rádio. Eita, que é uma velharia! Será que funciona essa merda? Se
não funcionar, vendo as peças e já tô no lucro.
─ Pode
ser, mas vambora que eu tô com fome. – retrucou o outro.
Assim
que se afastaram, teve início uma verdadeira balbúrdia entre os objetos que jaziam comigo no descarte.
─ Isso
não é justo, eu ainda estou em boas condições. - gritou o livro de teologia me
fazendo duvidar da sua religiosidade.
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─ Pra quê
minha senhora? Sairemos andando? É isso o que sugere? – estamos velhos e sem
uso já há algum tempo. Quem estava em boas condições foi destruído antes de ser
colocado aqui. Não percebe que nem pra doação nós servimos? – retrucou um disco
quebrado.
A essa
altura da discussão, a camisa estava em prantos, derramando linhas por todos os
lados, enquanto o livro de marcenaria se desesperava com a falta de suas folhas
iniciais.
─ Quem
fez isso estava com raiva. Não se rasga um livro, isso é absolutamente
revoltante. – completou o livro de teologia.
Arlindo,
meu dono, provavelmente morrera. Eu não tinha mais dúvidas. O burburinho de
meus companheiros me cansava, então preferi o silêncio; afinal, eu era o mais
velho daquela caixa. Era hora de fechar os olhos, ficar quieto e aceitar meu
fim. Me calei, e me abstraí de mim mesmo escutando a chuva que batucava o
exterior de nossa caixa.
Meu
humano costumava passar muito tempo calado, comigo nas mãos, pensando em
sabe-se lá o quê, apenas me observava. Ele me mantivera por hábito e não por
necessidade; talvez até por afeto, pois eu, já não exercia minha função há bom
tempo. Além de ser objeto de contemplação para Arlindo, eu também servira de brinquedo
para sua neta, a menina Clara, que tinha o talento de lhe reacender o olhar.
─ Clara,
devolve pro vovô. Se você derrubar, vai quebrar, cuidado. – falava mesmo
sabendo que eu era um caso perdido. Para mim, não havia mais conserto.
Era
isso, Arlindo morrera e eu morreria também, ponto final. Preferi manter-me
alheio àquela conversação inútil.
─ Talvez
ainda tenhamos uma chance. Tem muita gente precisando de algo útil. – arguiu uma
luminária antiga.
─ Depende do que você chama de útil. – completou o martelo sem cabo.
─ Deixa
de soberba e verá, sou um bom livro, edição caprichada. Logo estarei servindo a
olhos inteligentes.
─ Fiquem
quietos e ouçam, está chegando alguém... Com passos pequenos, se for criança,
não se interessará por nenhum de nós. – interrompeu a chave de fenda.
Era Clara,
a neta de Arlindo. A menina passou um bom tempo abrindo e fechando caixas. Vasculhou
uma por uma, até que abriu a nossa. Retirou objeto por objeto, mantendo em uma
das mãos uma revista da igreja que o avô frequentava, enquanto a outra penetrava
no desconhecido. Senti quando fui levado para fora e recostado ao seu peito.
─ Clarinha, Clarinha! O que está fazendo minha filha? Porque tá revirando o lixo?
– gritou sua mãe do outro lado da rua.
─ Mamãe, são as coisas do vovô. Eu preciso pegar tudo de volta.
─ Filha, foi sua avó quem jogou tudo isso fora. Ela não vai ficar feliz se souber
o que você tá fazendo... E eu, também não quero essas coisas lá em casa.
─ Mas,
mãe... por que a vovó colocou as coisas do vovô no lixo?
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A
menina havia chafurdado no que restara do avô. Aquelas coisas tinham enorme valor
para ela; mesmo assim, antecipando um embate inútil, obedeceu. Não sem antes
esconder-me em seu bolso. Devolveu as revistas para a caixa e fechou-a com
cuidado, despedindo-se não apenas de coisas, mas de uma pessoa que lhe faria
muita falta.
─ Adeus vovô – disse em voz alta, sem entender a lógica dos adultos.
Por
muito tempo fui seu segredo e dos meus companheiros de caixa, nada mais eu
soube.
Passei
muito tempo escondido entre livros, roupas, fotos e coisas importantes, até a
menina se sentir segura para assumir ter me tirado do lixo. Quando saí da clandestinidade, fui polido e ganhei
uma corrente nova. Nunca mais andei em um bolso, pois esse era um costume de
Arlindo. Fui contemplado com um relicário e hoje resido sobre o piano de Clara,
de onde a vi crescer e se tornar moça. Vi sua formatura, a vi se casar, assisti
a muitos outros momentos importantes, felizes ou nem tanto.
Ela
nunca mandou me consertar, porque eu sou uma extensão de seu avô, e ter-me por
perto lhe basta. Dele, herdou o hábito de me contemplar longamente, pensando em
sabe-se lá o quê. Tal avô, tal neta.
O
tempo ensina, e de tempo eu entendo, mesmo que meus ponteiros aposentados mostrem
o passar das horas de uma forma diferente. Um dia, Clara também não aparecerá
mais e, quem sabe, talvez um dia ela tenha uma neta, e essa me guarde, e
aprenda a admirar esse velho relógio que registra em silêncio a caminhada de
gerações.
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| Arquivo pessoal da autora |
Sandra A. Santos é pedagoga com especialização em Educação Ambiental, ambientalista apaixonada pela natureza e pela vida em todas as suas formas. Hoje aposentada, dedica-se à literatura, escrevendo contos, romances e poesias que giram em torno do universo feminino. Com trabalhos publicados em antologias no Brasil e na Argentina.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
REMINISCÊNCIAS INFANTO-JUVENIS, POR MARIA DO CARMO SILVA
"No fim da tarde quando tudo se aquietava..."
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Pedir a bênção aos pais,
padrinhos, avós, tios e às pessoas mais velhas, independente de ter vínculo
familiar, era uma prática cotidiana respeitosa e afetuosa que ultrapassava o
período da infância, estendendo-se aos jovens e até aos adultos já casados, que
com reverência estendia a mão direita pedindo a bênção. “A bença a Dona Maria,
a bença a Seu José", sendo a bênção ofertada de forma calorosa com um “Deus te
abençoe, Deus te dê uma boa sorte, Deus te faça feliz".
No ambiente doméstico, o
respeito e a obediência aos mais velhos era regra geral: os filhos mais velhos
ajudavam os pais no cuidado com os irmãos mais novos - ressaltando que
normalmente a prole era extensa -, auxiliavam a mãe nas tarefas domésticas e em
outras atividades no campo, tudo sob o olhar dos mais velhos que já gerava
intimidação e um alerta para a obediência.
“No fim da tarde quando
tudo se aquietava...” - ainda soa a canção de Pe. Zezinho. Ao final da tarde, todos se reuniam, sentados no banco de madeira, normalmente da cozinha, ao redor
do fogão a lenha, para ouvir as histórias e causos contados pelos mais velhos.
O candeeiro iluminava o ambiente e o calor das brasas do fogão aquecia a prosa.
À noite, era comum os pais contarem histórias para os filhos. As crianças ouviam, em silêncio, as lendas do lobisomem e de outros seres estranhos, ficavam apavoradas sem
reagir e nem interagir.
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À época, a tecnologia nem
sonhava existir e os brinquedos eram artesanais, feitos pelas próprias crianças
ou pelos pais com materiais reaproveitados ou retirados da natureza: cavalo de
pau, panelas de barro, bonecas de pano, bolas de meia com enchimento de papel,
carrinhos feitos com vasilhame de oléo ou de manteiga e com rodas feitas com
borracha de sandálias.
A Escola era o “lugar do
aprender”. Sentados em bancos de madeira, com olhar fixo no professor, no ABC e
na cartilha, todos cumpriam suas tarefas e mantinham obediência ao professor da
mesma forma que ao seus pais e aos mais velhos, tratando-o com o devido
respeito, pois se lhes faltasse com ele,
seria severamente punido.
Na contemporaneidade, os
valores humanos e as relações familiares estão quase que descartados, causando
sérias e drásticas consequências à sociedade como um todo. A escola é para
muitos, apenas um lugar de encontro com colegas, um lugar de distração. Reconhecê-la
como espaço de produção e de aquisição do conhecimento não é regra geral. Pedir a bênção aos mais velhos saiu de moda.
A tecnologia trouxe brinquedos eletrônicos, bonecos que simulam seres humanos,
ridicularizando-o com o desrespeito, a violência, a pornografia. A prosa e as
brincadeiras com colegas, familiares e amigos foi substituída pela “comunicação
virtual”, via redes sociais, espaço de “liberdade” e de “permissividade”.
O respeito, a solidariedade, a
fraternidade e a humanização foram substituídos pela robotização dos humanos.
Quais lições, histórias e memórias das crianças e jovens da sociedade
contemporânea transmitiremos à posteridade?
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
E O NOVO, MESMO QUE NÃO QUEIRAM, VIRÁ!
E o que virá traga de novo / nosso olhar leitor de estrelas
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Virá.
Era ontem, virou hoje.
Era passado,
virou presente.
Éramos crianças
viramos adultos.
Era sonho,
virou realidade
Éramos desconhecidos,
viramos amigas, amigos.
Éramos inocentes,
éramos. Éramos…
Tornamo-nos conscientes?
Quem sabe!
Que nossa consciência esteja atenta
à preservação da vida,
das florestas, do planeta.
Aos cuidados com a saúde
do corpo, da alma e da mente.
A do outro e, a da gente.
E do que éramos ontem,
sejamos seres melhorados
e, da força do mal,
curados.
E o que virá, vire história
de amor,
de compaixão e solidariedade.
E o que virá, resgate da memória
os nossos sonhos, fantasias,
a nossa criança!
E o que virá traga de novo
nosso olhar leitor de estrelas,
nosso ser de encantamento e de possibilidades,
capaz de compor poesia e esperança.
O que éramos, o que somos e o que seremos?
O bem nos acena e
nesta cena o que é que se faz?
Sejamos o bem!
Sonhemos juntos de novo!
Que o ano de 2026 seja bom e supere 2025.
Que os nossos sonhos se tornem o bem.
EM NOME do AMOR, DA VIDA E DA PAZ,
AMEM, AMÉM!
Feliz Ano Novo!
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terça-feira, 30 de dezembro de 2025
O LIMITE DE UMA MULHER
"Eu saúdo, honro e apoio as mulheres que estão dizendo não"
Por Flavia Ferrari
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Somos socializadas a escutar e a prestar atenção, pois a distração e o movimento são características dos meninos.
Na adolescência, nos viramos desde início com maquiagem, roupa, cabelo, de acordo com o que a maioria faz - não pertencer a esse grupo majoritário tem um alto custo social. Somos automaticamente levadas à dinâmica do cuidar: do corpo, das coisas, dos hábitos, dos espaços, das plantas, dos bichos, dos filhos. O peso simbólico e permanente da palavra “mãe” sobrevive à própria vida das mães. É por esta via que mulheres são lembradas e exaltadas na família.
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É por isso que, quando uma mulher diz que não aguenta mais, é porque o limite tão esgarçado já perdeu toda a elasticidade, e não respeitar essa frágil película que separa o prosseguir do recusar é abrir mão da própria sanidade. Eu saúdo, honro e apoio as mulheres que estão dizendo não, buscando recalcular rotas e transformar suas vidas, seja saindo de casamentos, relacionamentos, das casas, das cidades ou dos países em que não querem mais estar.
Avante, mulheres! Cada dia há de ser menos pior do que o dia anterior.
Para adquirir os livros da autora clique AQUI.
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
NÃO ESTAMOS SOZINHAS!
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"E, por que nos matam? Porque somos mulheres."
Cara leitora, caro leitor!Estamos às vésperas do Natal e nunca a presença do amor e da empatia se fez tão necessária! Convido aquelas e aqueles que se engajam no movimento feminista para esta reflexão, me embasando no poder da poesia, que grita e se expõe sem medo, à espera de que as palavras aqui reunidas encontrem eco e façam sentido a partir do poema ANUNCIAÇÃO (Margarida Montejano/2023):
Anuncia a
mulher que labuta, que urra, que luta,
briga pelo pão,
insiste contra o não e é o que pretende ser.
Anuncia! explica
a mulher que abre a porta para o dia,
que enfrenta
a rotina de se saber aflita.
Enquanto o
infinito não vem, anuncia,
arregaça as
mangas da avó, da mãe, da filha e grita:
Quem mandou matar Marielle?
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E, por que nos matam? Porque somos mulheres. Porque ousamos pensar e desafiar a ordem estabelecida que enfatizou e enfatiza que sempre foi assim e que assim deve ser. Recusamos a ideia de que existem papeis específicos para cada gênero e que estes devem ser propalados e perpetuados, pelos séculos dos séculos.
Essas pseudocertezas, repetidas ao longo do tempo de maneira intencional pelas instituições, família, igreja e sociedades, produziram e produzem, o empoderamento dos homens, engendrando uma estrutura social baseada no modelo patriarcal hierarquizante. Nesta forma de atuar historicamente sobre as gerações, foram e vão se solidificando as convenções, tendo como base formativa a misoginia, sustentada pela prática de ações sexistas e machistas de homens frágeis e fracos emocionalmente. Forjados para serem fortes, são eles educados para não desenvolverem em si o afeto, a empatia, o cuidado. Homens que, seduzidos por um suposto poder e força, não conseguem lidar com contrariedades e, por isso, violam a consciência, ferem, estupram, desqualificam, desfiguram o corpo e o rosto e, por fim, assassinam as mulheres com requintes de perversão e crueldade.
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Sem escrúpulos, muitos compartilham nas redes sociais sua valentia desprovida de qualquer traço de empatia e de humanidade, expondo a crueldade do ato em si, gratuito na aplicação e rentoso na execução, pois algoritmos sobem e monetizam. Assim quanto mais brutal e degradante for a ação criminosa sobre o corpo da mulher, mais rentável será e maior repercussão terá entre os grupos de homens que propagam o ódio às mulheres.
É uma realidade amedrontadora, que se articula com base no interesse econômico, visando a manutenção do patriarcado e é amplamente disseminada pela força midiática. Em 2023, num evento em Campinas, a atriz e cantora, Elisa Lucinda, comentou sobre esses acontecimentos: “Colocamos filhos no mundo para nos matar”. Esta afirmação contundente encontra eco na literatura e na voz feminina gritando que, quando uma mulher é assassinada, todos, de algum modo, morrem!
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Por isso essa estrutura misógina, diz Virginia Woolf, teme o Feminismo, porque sabe que este movimento social, político e ideológico reivindica a igualdade social, econômica e política entre homens e mulheres, a autonomia feminina e o fim da violência contra a mulher. Essa luta carrega em seu ventre o sangue e a força ancestral de mulheres que resistiram às atrocidades por eles já cometidas e que, por conta disso, tem o poder de vislumbrar relações que reconheçam incondicionalmente os direitos da mulher.
Nesse cenário desafiador não tem como não apostar na educação, pois o conhecimento esclarecedor se transforma no instrumento eficaz para combater o ódio. Erika C. Furlan acrescenta que “O importante é sempre prevenir, o que é muito difícil numa sociedade em que o machismo é estrutural e a disseminação de grupos conservadores misóginos alimentam o imaginário e o ideário de homem macho varão provedor e mulher submissa. Deste modo, a formação de crianças desde cedo é o caminho mais seguro para se desconstruir, através do desenvolvimento da consciência histórica e, sobretudo crítica, o quanto essas práticas seculares nos violentaram e subjugaram.
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É
preciso entender bem esses conceitos. O machismo se revela por comportamentos,
opiniões e sentimentos que consentem e validam a desigualdade de direitos entre
os sexos. Por isso admite que a mulher, por ser considerada inferior ao homem,
possa ser subjugada motivando a violência contra ela e a sua repetição, via de
regra, pode conduzir ao feminicídio. Por sua vez, o sexismo é a crença de que
homens e mulheres devem ocupar papéis específicos, os quais são determinados
com base no sexo, envolvendo brinquedos, atividades, cores e tipos de roupa
etc. Ao se desobedecer ou contrariar esses padrões, se reforça e se estimula o
ódio às mulheres, justificando condutas amparadas na convicção de que elas
necessitam ser controladas e punidas.
Frente à tragicidade que esses episódios representam, torna-se indispensável que a
misoginia seja considerada crime hediondo inafiançável e que o controle
rigoroso das redes sociais possa se constituir num instrumento capaz de
neutralizar e combater os estímulos à violência de gênero. Porém, mais
importante é a implementação nas escolas de projetos educacionais que vise,
desde a infância, uma sólida formação embasada na proteção dos direitos da mulher, conforme o Art.5º da Constituição Federal de 1988.
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Não
se pode baixar a guarda jamais, pois a estrutura patriarcal é ardilosa, não
dorme nunca e está sempre à espreita para nos devorar e submeter com as
ferramentas de que dispõe. O demônio que
estupra e mata mulheres e crianças é um homem que teme a convivência em
condições de igualdade, a empatia nos relacionamentos e a força feminina.
Nossas Ancestrais estão em vigília constante nos inspirando a renovar nosso
poder intuitivo e a força vital de nossas entranhas! Não desanimemos! Não estamos sozinhas!
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Feminário Conexões, o blog que conecta você!
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