Coletivo Feminino

sábado, 10 de abril de 2021

MOMENTO COM GAIA: Poesia em tempos de pandemia




Momento com Gaia/30


Por Janete Manacá


Esse projeto, de autoria da poeta Janete Manacá, nasceu em 16 de março de 2020, com a chegada da Pandemia causada pelo novo Covid-19. Por se tratar de algo até então desconhecido, muitas pessoas passaram a desenvolver ansiedade, depressão e síndrome de pânico. Com o desejo de propiciar a essas um “momento poético” no conforto dos seus lares, toda a noite é enviado, via WhatsApp, um áudio com poesias de sua autoria para centenas de pessoas do Brasil e de outros países. E estas são replicadas pelos receptores. Acompanhe o poema abaixo:



Para ouvir o PODCAST clique AQUI. 


Meu pequeno guardião


está sempre junto comigo

brinca com meus pensamentos

acorda-me no meio da noite


faz-me rir de pequenas coisas

dança comigo quando tem vontade

ao som do próprio silêncio


reverencia o sol do meio dia

corre na calmaria da chuva

traz-me alento e confiança


ri das minhas piadas sem graça

beija as plantas do quintal

dialoga com libélulas e cigarras


envia recados pela ventania

toma água do sereno da noite

conversa com as rosas todo dia


caminha sobre o arco-íris

quando quer brincar no céu

depois descansa sobre as asas


sua companhia é imprescindível

sem ele eu não sobrevivo

meu anjo, guardião do meu sorriso




sexta-feira, 9 de abril de 2021

Empoeme-se em Poesia: "Meu feminismozinho de merda"



 Poema/07

Mulheres Enluaradas, de Jalna Gordiano

Para ouvir o podcast, clique AQUI.


Meu feminismozinho de merda

 

O meu feminismozinho de merda

Me deixou chegar até aqui viva

Depois de algumas humilhações, umas bofetadas na cara

O meu feminismozinho de merda

Me fez escapar de um clitóris arrancado

De ser estuprada pelo marido

O meu feminismozinho de merda

Apelidou-me de puta e sapata

Enfiou meu pé na lama

Não me permitiu um CASAMENTO DE SUCESSO

O meu feminismozinho de merda

Não deixou o pastor ungir meu rabo, não me fez santa

Me fez mãe solteira, mãe de

Dois filhos de pais diferentes

O meu feminismozinho de merda

Me tirou de dentro do ônibus do estupro coletivo

O meu feminismozinho de merda

Me esfriou de uma morte do fogão

Não me deixou parada num salão enquanto alguém cozinhava meus miolos

Não me fez a rainha do lar

Não me cobriu com o manto da purificação

O meu feminismozinho de merda

Me desnudou, abriu meus olhos

Me tirou do plástico e me fez carne

Para chorar todas as lágrimas das mulheres espancadas,

Queimadas, arrastadas para o mato,

violadas por madeiras que vararam suas bocas ao lado de suas filhas.

Muito obrigada senhores,

digo não às formas de sucesso  social.

Até aqui tem me salvado o meu feminismozinho de merda.





sábado, 3 de abril de 2021

MOMENTO COM GAIA: Poesia em tempos de pandemia




Momento com Gaia/29


Por Janete Manacá


Esse projeto, de autoria da poeta Janete Manacá, nasceu em 16 de março de 2020, com a chegada da Pandemia causada pelo novo Covid-19. Por se tratar de algo até então desconhecido, muitas pessoas passaram a desenvolver ansiedade, depressão e síndrome de pânico. Com o desejo de propiciar a essas um “momento poético” no conforto dos seus lares, toda a noite é enviado, via WhatsApp, um áudio com poesias de sua autoria para centenas de pessoas do Brasil e de outros países. E estas são replicadas pelos receptores. Acompanhe o poema abaixo:



Para ouvir o PODCAST clique AQUI. 


Inquietude


hoje passei o dia me lembrando 

das raízes das grandes árvores

que se destacavam na floresta


que esparramadas pelo chão

formavam tantos desenhos

simbólicos e indecifráveis


como uma obra de arte

que ninguém ousou pintar

por falta de sensibilidade 


mas estavam sempre ali, expostas

na tela abundante e acessível

para que todos pudessem apreciá-las


então foi preciso que nos entregássemos

para a nossa própria essência

e o milagre da percepção acontecer


como se afastássemos 

um pesado véu dos nossos olhos

de repente descobrimos o mundo


percebemos o tempo perdido

em busca de algo inexistente

inquietude, ausência do tempo presente




Leitura de Lâminas da Mãe Terra para os Ciclos Lunares

 


 

(Lua Minguante, de 04/04 a 10/04)/08


Por Ana Luzia de Oliveira


Sobre o Oráculo Lâminas da Mãe Terra


As Lâminas da Mãe Terra são um oráculo formado por frequências que foram intuídas, apresentando-se em imagem, nome e funcionalidade, representados por Ana Amélia Moura, Ana Luzia Oliveira e Neysi Oliveira, em processo de canalização. 


Suas cartas podem ser interpretadas por seus significados arquetípicos e, também, podem ser tomadas por frequências que nos auxiliam naquilo a que se propõem ativamente.

 

 


Sua leitura destina-se a fins terapêuticos e de autoconhecimento, para ampliar a consciência das dinâmicas que existem em nossas vidas e dos recursos que temos para solucionar as questões que se apresentam.

 

Depois de plena, a Lua Minguante segue seu ciclo! 

 

Porque toda realidade tem mais de uma verdade, dependendo da perspectiva pela qual a observamos.

 







Paradoxo, é quando verdades distintas e até mesmo contraditórias se apresentam simultaneamente. E quantas vezes isso acontece na nossa vida, não é? Quem já se percebeu em meio a amor e ódio diante de uma situação? Uma adversidade que traz uma graça. Uma coisa boa que gera um ônus e tem consequências difíceis. Este é o nosso momento neste novo ciclo, vivenciar as polaridades. A tensão gerada nas contradições certamente nos confunde. Que lado escolhemos? Mas também pode nos fortalecer quando conseguimos aceitar e integrar em nós as diferentes perspectivas. Nosso horizonte se abre, a complexidade nos faz crescer na diversidade, saímos de uma visão simplista para alcançar um degrau a mais na consideração das circunstâncias de uma realidade multifacetada. Não precisamos ser, nem as situações precisam representar uma única sensação. Somos múltiplos em nossa unidade, plurais em nossa singularidade.

 

Mas como, então, podemos nos equilibrar nesta balança?

 

Fresta. Significa que não há receita de bolo, nem fórmula matemática. O que serve para um, não necessariamente serve para outro. O que nos aproveita em um momento, no seguinte talvez tenhamos que descartar. E tudo bem por isso. Temos que viver com a multiplicidade de opções, com a possibilidade de mudar de ideia, de ânimo, de visão, de acordo com os insights que temos. E fortalecer a nossa intuição e aquela percepção que vai além da objetividade. Vamos nos valer da capacidade que temos de agir conforme a necessidade se fizer presente naquele momento, levando em consideração a nossa sensibilidade, não a resposta pronta que nos impuserem. Porque somos as pessoas mais capazes de lidar com os nossos próprios desafios e não estamos sozinhos.


Aho Mitakwye Oyassin! Obrigada por todas as minhas relações, Ana Luzia Oliveira.


 


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MOMENTO COM GAIA: Poesia em tempos de pandemia

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