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| Arquivo da autora |
ALMA EM PALAVRAS: A LITERATURA COMO ABRIGO, ESPELHO E TRAVESSIA – A FORÇA DA ESCRITA FEMININA NA 14ª COLETÂNEA DA AJEB
INTRODUÇÃO
[...] se não falo, é porque escrevo/a dor
que não ousa contar.
Marly Lopes (In: Alma em Palavras,
2026, p. 61)
A literatura sempre
foi um espaço de encontro, resistência e ressignificação. Em 2026, a Associação
de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB) reafirma esse compromisso com o
lançamento da Coletânea Internacional
– Alma em Palavras: A Literatura como Abrigo, Espelho e Travessia.
Organizada pela presidente da AJEB Mato Grosso, esta obra marca a 14ª coletânea
da associação que se consolida como um marco na literatura feminina
contemporânea.
A coletânea foi
oficialmente lançada durante o VI Encontro Nacional e V Encontro
Internacional da AJEB/2026. O evento ocorreu na cidade de Sinop, no estado
de Mato Grosso, entre os dias 09 e 12 de abril, e contou com a participação de
aproximadamente 70 mulheres escritoras e jornalistas representantes de diversas
regiões do país para celebrar a união, a troca de experiências e a força da
produção literária e jornalística feminina.
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| Fonte: https://www.revistamaisbonita.com.br |
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| Coletânea Internacional AJEB/2026 |
A FORÇA DA ESCRITA FEMININA NA 14ª COLETÂNEA DA AJEB
Escrever é
uma forma de existir.
Clarice
Lispector
A epígrafe acima abre
a obra - Alma em Palavras: a literatura como abrigo, espelho e travessia (2026)
– simboliza a trajetória da escrita feminina que alavanca a partir da
[re]existência. Mais do que uma antologia de textos, a obra funciona como um
documento de valor histórico e afetivo. A coletânea traz um mapeamento
detalhado, apresentando:
- A data de fundação de cada coordenadoria da AJEB;
- O nome da presidente responsável por cada regional;
- A trajetória das
mulheres-jornalistas-autoras por meio de seus textos e de suas biografias.
Essa organização
editorial permite que o leitor compreenda a capilaridade da instituição e a
força do trabalho em rede realizado pelas jornalistas e escritoras em todo o
território nacional. A pluralidade é a grande tônica da obra. A composição da
coletânea abrange diversos gêneros discursivos, o que permite que cada
escritora expresse sua singularidade e seu estilo próprio. Os leitores
encontrarão um panorama diversificado que inclui:
- Crônicas: Reflexões sensíveis sobre o cotidiano, as dores e as
alegrias da vida moderna;
- Contos: Narrativas envolventes que exploram o mistério, a
ficção e a condição humana;
- Poesias: Versos que tocam o coração e exploram a profundidade
da alma feminina.
O título da 14ª
coletânea da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB) possui uma
forte carga simbólica e metafórica que nos permite compreender sua densidade,
podemos cruzar o pensamento existencialista e feminista de Simone de Beauvoir com a crítica
literária e os estudos sobre a literatura de autoria feminina de Nelly Novaes Coelho. A união desses
dois olhares teóricos nos permite enxergar a obra não apenas como uma
antologia, mas como um manifesto de existência, autonomia e acolhimento.
Em sua célebre obra O Segundo Sexo, Simone de Beauvoir discute como a mulher historicamente foi colocada na posição de “Outro”, confinada à imanência, enquanto o homem se realizava na transcendência. A escrita literária surge, nessa perspectiva, como um dos caminhos para que a mulher alcance sua própria voz e autonomia.
O Espelho (Identidade e Alteridade): Beauvoir argumenta que a mulher precisa se libertar das imagens construídas pelo olhar patriarcal sobre ela. O “espelho” no título da coletânea simboliza a ressignificação do eu: o texto literário é a própria mulher porque, permite que ela se veja como autora do discurso e de sua história.
A Travessia (Ação e Transcendência): Para a autora, a literatura é uma ferramenta de ação no mundo. A "travessia" representa o ato de romper os limites impostos pelo silenciamento histórico e transitar para a transcendência, onde a mulher se torna dona de seu destino e de suas narrativas. “Não se nasce mulher, torna-se mulher.” (Beauvoir, 1980, p. 9)
A renomada crítica
literária brasileira Nelly Novaes Coelho dedicou-se a investigar o lugar da
mulher nas letras. Em seus estudos, especialmente na obra A Literatura
Feminina no Brasil Contemporâneo, analisa como o discurso feito por
mulheres rompe com os modelos tradicionais e se torna um espaço de
amadurecimento da consciência crítica.
Para Coelho, a
literatura atua como um refúgio para as vivências que foram silenciadas na
sociedade. O termo “abrigo” sintetiza esse espaço seguro onde a “alma” (a
subjetividade, a sensibilidade e a intelectualidade feminina) encontra
acolhimento para se manifestar sem receio de julgamentos porque como poetiza
Márcia Schweizer (2026, p. 58): “cada sílaba é ponte/cada rima, abrigo, / onde
a alma repousa/e se veste de infinito”. A autora destaca que a literatura
feminina não é apenas ficção, mas o próprio sopro vital materializado em
linguagem que traduz a singularidade do pensamento feminino.
A literatura
feminina vem ganhando um espaço cada vez mais significativo [...] no panorama
geral da Literatura Brasileira [...] com o amadurecimento crescente de sua
consciência crítica. (Coelho, 1991, p. 91)
Selecionamos e
trazemos para este cenário, um poema da obra – Sorriso Espelhado (2026, p. 163) – de Brenda Marques
Pena, a fim de apresentar a profunda sensibilidade feminina voltada ao universo
interior, onde a memória e o autoconhecimento são pontos focais. Analisar este
texto à luz das abordagens de Simone de
Beauvoir e Nelly Novaes Coelho
nos permite compreender a escrita como um ato de ressignificação da existência
feminina e de expressão da subjetividade feminina.
O poema inicia-se
com “No meu coração escorre um rio”, demonstra que o eu lírico encontra
em seu próprio interior o refúgio (abrigo) para as suas emoções. A “alma”
mencionada na coletânea encontra, aqui, morada no próprio corpo e na
sensibilidade.
No trecho “e
brinco de fazer correnteza / lançando pequenos objetos”, a voz poética
assume um papel ativo. A mulher que brinca com o fluxo da água demonstra que é
capaz de interferir em sua própria história e no mundo ao seu redor, de modo a
romper com a imanência e exercer a transcendência. Reconhecer-se como ser é também o primeiro
passo para a conquista da independência e da autenticidade da experiência
vivida.
O verso “No
fundo dele Encontro pedras / De construir poemas” traduz exatamente o
conceito de amadurecimento da consciência crítica. As “pedras” (obstáculos,
dores ou marcas da vida) não são rejeitadas; são utilizadas como matéria-prima
para a construção da poesia, assim transforma a vivência em linguagem e arte. “A
literatura da mulher é o registro do seu amadurecimento, onde o íntimo se torna
universal pela força da palavra.”
Nos versos finais, “Vejo
o movimento / como se o lago / sorrisse para mim”, observa-se uma metáfora
que remete ao espelho de Beauvoir. O lago não reflete a imagem imposta pelo
olhar do “Outro” (patriarcal), mas simboliza a própria subjetividade da mulher.
O sorriso é o símbolo do autoamor, da autovalorização e do reconhecimento de si
mesma como protagonista.
O poema “Sorriso
Espelhado” dialoga com o título da coletânea Alma em Palavras ao
articular os seguintes elementos:
Abrigo: revelado na infância e nas memórias da segundo estrofe, que protegem a essência da mulher.
Epelho: apresentado no reflexo das águas (lago), onde a mulher se vê e se reconhece com afeto.
Travessia: simbolizada pelo movimento da correnteza e pela transição do sofrimento à criação poética (“construir poemas”).
Para a crítica Nelly
Novaes Coelho, a literatura de autoria feminina funciona como um espaço onde a
mulher elabora suas vivências de forma crítica e sensível, deste modo legitima voz
às suas dores e superações. O texto de Brenda Marques Pena, assim como de
outras mulheres que participam da coletânea Alma
em Palavras, materializa a força da escrita feminina, aponta que olhar para
o próprio interior é um ato de coragem e de autolibertação porque no final o
que nós, mulheres, desejamos: “é Ser/Tão somente ser” (Botelho. In: Alma em
palavras, 2026, p.36).
CONCLUSÃO
Na perspectiva
existencialista de Simone de Beauvoir, a libertação da mulher passa pela
capacidade de transformar a experiência vivida em ação e transcendência, de
modo a libertar da passividade ou da autoalienação.
Mais do que uma
simples reunião de textos, a Coletânea Internacional Alma em Palavras é
um convite ao acolhimento. Ao utilizar a literatura como abrigo, espelho e
travessia, as autoras oferecem ao público/leitor uma janela para suas vivências
e visões de mundo. A obra configura-se como um testemunho vivo da potência da
mulher na literatura e do poder que a palavra escrita tem de conectar,
transformar e transcender fronteiras.
Palavras-chave: Literatura Feminina; AJEB
(Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil); Crítica Literária;
Subjetividade; Transcendência.
REFERÊNCIAS
BEAUVOIR, Simone
de. O Segundo Sexo (Vol. 2: A Experiência Vivida). Tradução de Sérgio
Milliet. São Paulo: Difel, 1980.
COELHO, Nelly
Novaes. A literatura feminina no Brasil contemporâneo. Língua e Literatura,
São Paulo, n. 19, p. 91-101, 1991.
COELHO, Nelly
Novaes. A Literatura Feminina no Brasil Contemporâneo. São Paulo: Siciliano, 1993.
ZILIOTTO, Leni
Chiarello (Org.). Alma em palavras:
a literatura como abrigo, espelho e travessia. Passo Fundo: LINE, 2026.
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| Arquivo da autora |
Betina Costa é integrante da AJEB Piauí. Advogada há mais de 20 anos, é fundadora do Instituto Consensum - Educação e Soluções Corporativas e consultora em Gestão de Conflitos Organizacionais, integrando Mindfulness, Mediação Corporativa e Segurança Psicológica. É Mestre em Direito com ênfase em Resolução de Conflitos pela Ambra University. Palestrante, TEDx Speaker, autora dos livros Universo Particular e Gestão de Conflitos Organizacionais, além de coautora em obras sobre cultura de paz. No currículo afetivo, é filha de Cláudia e Joaquim, esposa de Celso e mãe de Joaquim, Catarina e Benício.
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Elizabete Nascimento – Mãe de Jefferson Thiago, Diego Terada e Ighor Vinícius; vovó do Samuel e da Alícia. Doutora em Estudos Literários (PPGEL/UNEMAT), atualmente, professora formadora do componente curricular de Língua Portuguesa na Diretoria Regional de Educação/DRE, município de Cáceres-Mato Grosso. Autora dos livros: A educação ambiental e Manoel de Barros: diálogos poéticos (Paulinas, 2012); Asas do inaudível em luzes de vaga-lumes (Carlini & Caniato, 2019); Sinfonia de Letras: acordes literários com Dunga Rodrigues (2021); Granada (2023); Quando aprendi outra linda forma de amar (2024); Império (2024); Pétalas de Aço (2025); Memórias: Alforrias e Traços de Mulher (org. 2026). Integrante da AJEB/Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil e do PEN Clube – Associação Mundial de Escritores. http://lattes.cnpq.br/4585210198661387






Que artigo necessário, meninas! Ele informa sobre este importante evento e lançamento da coletânea Alma em palavras e, cumpre a ação formativa sobre as obras das autoras Nely Coelho e Simone de Beauvoir, enriquecendo nossos conhecimentos sobre a escrita feminina e seu potencial libertador.! Parabéns, Betina e Elizabete! querida! Bete! Saudade de você.
ResponderExcluirGratidão, Margarida! Sempre generosa nos comentários. Saudadesssss. Bjks!
ExcluirProfa. Elizabete, existem pessoas que atravessam a vida construindo pontes onde outras levantam muros, e você é, sem dúvida, uma dessas raridades que nos ajudam a atravessar pontes. Sua compreensão de coletividade não é um conceito abstrato, mas uma prática viva; você entende que o "nós" sempre será mais potente que o "eu" e que a verdadeira força reside na capacidade de sustentar o outro sem anular a si mesmo. É inspirador observar como você habita os espaços, transforma cada encontro em uma oportunidade de somar, acolher e fortalecer os laços que mantêm o mundo minimamente humano. O seu texto sobre a poesia de Betina, está lindo...
ResponderExcluirOnde muitos buscam a razão, você busca o diálogo, sabe fazer da arte de ouvir o que não é dito e de falar com a coragem de quem preza pela *verdade*, mas com a ternura de quem valoriza o vínculo. Seu companheirismo é um porto seguro; é aquela presença silenciosa e sólida que não vacila diante das tempestades, lembrando-nos de que ninguém precisa caminhar sozinho. Ter você por perto é ter a certeza de que a lealdade ainda é o solo mais fértil onde se pode plantar o futuro, e que a generosidade de espírito é, de fato, a maior das inteligências. Abraços e continue nesta linda caminhada, tendo meu carinho sempre...
Que lindo!Gratidão🥰
ExcluirQue coisa maaaaais linda ver tantas mulheres construindo juntas algo tão forte e principalmente significativo! A literatura vira abrigo quando existe acolhimento e essa parceria entre as vozes femininas. Muito admirável demais! Te celebro em todas as estações prof <3
ResponderExcluirLarissa, querida! O Entrelaçar de mãos produz utopias... bjks!
ExcluirParabéns Elizabete! Um artigo lindo e necessário, que potencializa a força da poesia feminina e dos coletivos literários. Conheço a força da AJEB, e o lançamento da Coletânea "Alma em palavras " foi de grande relevância no tocante à visibilidade de muitas vozes e do conhecimento significativo sobre o feminismo. Você nos representa sempre.🤝🏻🌹
ResponderExcluirVocê também me representa Rilnete Melo! É lindo ver essa recíproca operando em NÓS. BJKS🥰🥰!
ExcluirBete a sensibilidade da sua escrita e seu olhar para o trabalho coletivo da produção feminina é realmente apaixonante. Ser doutora em Estudos Literários no mesmo programa que você se pós graduou me ajuda compreender sua escolha teórica, mas é a convivência diária que me permite testemunhar o ser humano incrível que você é. Me incentivou a publicar meu primeiro poema em uma coluna de jornal. Me incentivou a escrever várias críticas literárias sobre a produção de outras mulheres... Me apresentou a tantas escritoras fantásticas e por duas vezes vive a experiência AJEB que de fato é e um trabalho COLETIVO de fortalecimento da produção feminina... Parabéns Bete, por viver a coletividade de forma leve e divertida, porque se a vida já nos aperreia, que a escrita seja nosso escape kkkkkk
ResponderExcluirBem Isso! Se não for para ser leve... vamos tirando da bagagem... kkkk
ExcluirA escrita coletiva é ousar-se a não se calar. É ousar-se em palavras, é gritar ao mundo sobre a (Re)existência do coletivo de mulheres. Pensar a palavra coletivo poderia nos levar ao sentido etnológico, isto é, sentidos oriundos do “latim collectivus” uma derivação do verbo “colligere”, que pode significar “reunir, juntar, colher junto". Para mim, a palavra “coletivo” significa a extrapolação do silêncio em palavras, sobretudo, com um único objetivo. Ou seja, coletivizar-se, ousar-se-á, isto é, alcançar o ápice da força feminina. Isso acontece quando um grupo de mulheres fala a mesma língua. Nesse sentido, sugiro à grande escritora Elizabete Nascimento escrever um poema com o título “A escrita coletiva é Ousar-se em palavras a não se calar”. Pois, conforme a autora ao escrever o texto em evidência no blog “a troca de experiências e a força da produção literária e jornalística feminina” é coletivizar-se
ResponderExcluirSolange Velozo (Cáceres-MT, 9 de maio de 2026).
Solange, que possamos juntas descobrir os *verdadeiros* sentidos do existir nas palavras, para além, muito além dos sentidos do dicionário... HÁbraços!
ExcluirEm Cáceres, Mato Grosso, divisa com a Bolívia, na Bacia do Alro Paraguai, no berço das Águas do Pantanal, nasci, cresci, me constitui mulher, artista e professora. Nesse lugar no interior do interior de MT, temos uma sociedade estrutural super machista , misógina, preconceituosa e paternalista.... lugar onde toda mulher que aqui vive, sofre de algum tipo de violência, seja física ou psicológica. Como muitas mulheres daqui sofri e me reconstitui quando encontrei uma rede de mulheres que também sofreram na vida e encontraram na educação e no afeto coletivo dessa rede de mulheres um modo de resignificar suas vidas. E por meio da escrita, elas fazem história escrevendo suas histórias, contribuem para a sua liberdade e a liberdade de muitas outras mulheres que também sofrem... Esse movimento é um muito lindo e necessário, precisamos viver. Nós, digo essa rede de mulheres, nos reconhecemos na escrita libertadora a cada texto escrito e lido por esse grupo de mulheres que unem e reúnem forças para voar nas asas da escrita que ressoa nos corações daqueles que são sensíveis o suficiente para compreender a importância da rede de mulheres e da escrita libertadora desse grupo. Como as águas do Pantanal vai fazendo caminhos, essas mulheres buscam fluir nos meandros da vida.
ResponderExcluirDanúbia, que o aprendizado seja constante e escorram por nossos poros gerando alquimias...
ExcluirInstigante leitura! Como pesquisadora da área de enunciação e diálogo, vejo no seu artigo um respaldo teórico fundamental para pensarmos o lugar do sujeito leitor hoje. Essa 'literatura como abrigo' é, na verdade, o espaço onde a intervenção dialógica acontece e permite que o o humano se reconheça como autor da sua própria história. Um texto necessário para quem acredita na força transformadora do letramento literário. Gratidão pelo compartilhamento. É um prazer ler e conviver, partilhar a vida com você! Fazer parte dessa obra nos traz uma alegria sem medidas.
ResponderExcluirGilvani, que possamos SER MAIS SEMPRE... Sem nunca diminuir as nossas iguais, mas pelo contrário, ofertando nossas mãos e brindando as vitórias coletivas! Na plateia SEMPRE, aplaudindo o sucesso uma das outras....😘
ExcluirÉ maravilhoso ler textos que nos inspiram de algum modo. E você, Bete, é, por si só, uma inspiração. Sua escrita transcende; você utiliza as pedras e as dores da vida e as transforma em autenticidade, em força... em vivência.
ResponderExcluirE nos ajuda a compreender que a escrita é o registro do amadurecimento e que, ao fazermos isso, mudamos o peso do caminhar. Como bem disse, a escrita é um ato de ressignificação da nossa existência; tamanha é a força da palavra.
Através da linguagem escrita, nos reinventamos, nos conectamos e transcendemos o nosso existir. EXISTIMOS todos os dias.
Parabéns Mulheres! Parabéns AJEB!
Leila "[...] nos reinventamos, nos conectamos e transcendemos o nosso existir. EXISTIMOS todos os dias'. Para isso, vivo e tento impulsionar vidas. Viver, sendo MULHER, é [re]existir! 🥰😍
ExcluirÉ sempre fantástico e maravilhoso ler seu texto que é um abraço literário. Ao escrever sobre a coletânea Alma em Palavras, você não apenas analisa, mas também dá as mãos a outras mulheres, mostrando que a literatura é abrigo, espelho e travessia. A forma como você conecta teoria e sensibilidade revela coragem e generosidade: coragem de afirmar a potência da escrita feminina e generosidade de compartilhar esse espaço com tantas vozes. Permita-me dizer a quanto grata sou por sua existência e grandiosidade, sei bem que sou suspeita em tecer palavras de elogios, mas é preciso que as pessoas saibam. Você nos lembra que cada palavra é ponte, cada verso é abrigo, e que juntas podemos transformar nossas vivências em arte e resistência. Sua escrita é farol que ilumina caminhos e inspira outras mulheres a acreditarem em sua própria voz. Você fez e continua me fazendo a acreditar em mim, quando nem eu mesmo acreditava. Continue sendo essa presença que acolhe, fortalece e abre horizontes. E acrescento ainda que o conhecimento se não for para ser compartilhado, de nada serve. Então o coletivo só ganha força com a sua existência fenomenal. Gratidão por ser luz e inspiração.
ResponderExcluirAlme aiiai ucuyui ai... que bom que a vida opera milagres em nós, né?! Antes eu diria que sua opinião era suspeita, HOJE NÃO, são os amigos_amigas pessoas legítimas para falar sobre nós porque partilham memórias.. que possamos ser ponte para outras travessias, tornando-as mais leves e autônomas.
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