"Eu saúdo, honro e apoio as mulheres que estão dizendo não"
Por Flavia Ferrari
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Somos socializadas a escutar e a prestar atenção, pois a distração e o movimento são características dos meninos.
Na adolescência, nos viramos desde início com maquiagem, roupa, cabelo, de acordo com o que a maioria faz - não pertencer a esse grupo majoritário tem um alto custo social. Somos automaticamente levadas à dinâmica do cuidar: do corpo, das coisas, dos hábitos, dos espaços, das plantas, dos bichos, dos filhos. O peso simbólico e permanente da palavra “mãe” sobrevive à própria vida das mães. É por esta via que mulheres são lembradas e exaltadas na família.
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É por isso que, quando uma mulher diz que não aguenta mais, é porque o limite tão esgarçado já perdeu toda a elasticidade, e não respeitar essa frágil película que separa o prosseguir do recusar é abrir mão da própria sanidade. Eu saúdo, honro e apoio as mulheres que estão dizendo não, buscando recalcular rotas e transformar suas vidas, seja saindo de casamentos, relacionamentos, das casas, das cidades ou dos países em que não querem mais estar.
Avante, mulheres! Cada dia há de ser menos pior do que o dia anterior.
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Parabéns pelo texto Flavinha! Realmente desde criança somos lançadas nessa construção complexa e multifacetada, profundamente enraizada em estereótipos . 😍❤️
ResponderExcluirParabéns, avante na amplitude dessa consciência e ação feminista!
ResponderExcluirAprecio muito a maneira como você expressa suas ideias, Flávia. Sempre que leio seus poemas ou textos sinto vontade de escrever também. Suas palavras " cabem tão dentro de mim". Malu Padilha
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